Chimoio, Manica – A cidade de Chimoio vive um clima de crescente preocupação na sequência de ataques violentos protagonizados por indivíduos armados com catanas, sobretudo durante o período nocturno. A situação tem levado moradores de vários bairros a adoptarem medidas de autoprotecção, incluindo a redução da circulação nas ruas ao final do dia.
Informações recolhidas junto de profissionais de saúde e residentes indicam que os ataques têm resultado em ferimentos graves e, pelo menos, uma morte confirmada, aumentando o sentimento de insegurança na capital provincial de Manica.
Ocorrências registadas
Segundo relatos, no dia 6 de Janeiro, um homem sofreu ferimentos graves, incluindo a amputação de uma orelha, durante um ataque ocorrido no bairro 16 de Junho, por volta das 19 horas. Em outro caso, registado na zona de Soalpo (1.º de Maio), um jovem de 27 anos perdeu a vida após ser agredido.
Há ainda registos de invasões a residências, com o objectivo de roubo. Num dos episódios mais recentes, um casal ficou ferido depois de ser atacado dentro da própria casa por indivíduos armados com catanas.
Preocupação da comunidade
A violência registada tem gerado inquietação entre os moradores, que questionam a origem dos agressores e pedem reforço do policiamento. Alguns residentes levantam suspeitas de que os autores dos ataques não sejam da comunidade local, embora não exista, até ao momento, confirmação oficial por parte das autoridades.
“Vivemos com medo. As pessoas evitam sair à noite porque não sabem o que pode acontecer”, relatou um residente, sob anonimato.
Pressão sobre o sistema de saúde
A situação de insegurança surge num contexto em que as unidades sanitárias locais enfrentam limitações, incluindo escassez de medicamentos e de alguns materiais básicos para atendimento de urgência, segundo fontes do sector da saúde. Esta realidade tem obrigado familiares das vítimas a recorrerem a farmácias privadas para aquisição de fármacos.
Medidas adoptadas pela população
Face ao cenário actual, moradores de vários bairros passaram a adoptar medidas preventivas, entre as quais:
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Encerrar portas e portões mais cedo;
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Evitar deslocações após o início da noite;
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Acompanhar de perto o regresso das crianças da escola;
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Reforçar a vigilância comunitária.
Até ao momento, as autoridades locais ainda não divulgaram um comunicado oficial detalhado sobre as acções em curso para conter a onda de criminalidade. Entretanto, a população apela a patrulhamento reforçado e a uma resposta célere das forças de defesa e segurança.
