Maputo – O presidente da Associação Unida dos Profissionais de Saúde de Moçambique (APSUSM), Anselmo Muchave, encontra-se em local desconhecido, alegadamente por temer pela própria vida, segundo avançou o jornal Mediafax.
Muchave ficou incomunicável desde a tarde de segunda-feira, horas depois de realizar uma conferência de imprensa na qual ameaçou convocar uma greve nacional dos profissionais de saúde, caso o Governo não pague o bónus de fim de ano (13.º salário) no prazo de 15 dias.
Casa invadida por homens armados
De acordo com o Mediafax, pouco depois da conferência, três homens armados e não identificados invadiram a residência de Anselmo Muchave. O dirigente sindical não estava em casa no momento do ataque.
Os indivíduos terão rendido e agredido o segurança, procurando localizar Muchave. Como não o encontraram, fugiram após espancar o guarda.
Segurança ficou ferido
Um vizinho, ao ouvir o barulho, foi verificar a situação e encontrou o segurança ferido. A vítima foi encaminhada a uma unidade sanitária, apresentando um braço partido e ferimentos na cabeça. Segundo Muchave, o guarda encontra-se agora em estado estável.
O líder sindical afirmou que o ataque foi uma tentativa de intimidação, diretamente ligada às exigências feitas ao Governo sobre o pagamento do bónus.
“Tentaram me silenciar”, diz Muchave
Em declarações ao Mediafax, Muchave negou ter conflitos pessoais ou ligações suspeitas e disse acreditar que o ataque teve motivações políticas ou sindicais.
“Tentaram me silenciar, mas não vão conseguir”, afirmou.
Ele descreveu os suspeitos como um homem negro que conduzia o carro e dois homens de origem asiática, sendo que um deles mal falava português.
Greve continua em cima da mesa
Mesmo escondido, Anselmo Muchave garante que não vai desistir da luta pelos direitos dos profissionais de saúde.
“O meu paradeiro é desconhecido, mas estou em guerra. Estou determinado e nunca vou parar”, declarou.
Até ao momento, não foi confirmado se o caso foi formalmente comunicado à Polícia da República de Moçambique (PRM).
