A União Europeia ajudou a formar mais de 800 militares moçambicanos ao longo de 2025, contribuindo para o reforço das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), sobretudo no combate ao terrorismo em Cabo Delgado.
A formação foi realizada pela Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique (EUMAM) e incluiu 36 programas de capacitação, focados em áreas importantes como:
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liderança e comando militar,
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logística, transportes e manutenção de meios,
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comunicação estratégica,
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cooperação entre militares e comunidades,
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formação de instrutores e forças de reação rápida.
Segundo a missão europeia, os treinos foram feitos em coordenação com as FADM, com o objetivo de melhorar a capacidade de resposta das forças nacionais face aos desafios de segurança no país.
Apoio inclui equipamentos e logística
Durante 2025, a EUMAM também lançou ações para garantir a boa utilização e manutenção do material militar fornecido através do Mecanismo Europeu para a Paz, aumentando a eficácia e a durabilidade do apoio europeu.
Missão pode continuar depois de 2026
Os governos de Moçambique e Portugal defendem a renovação do mandato da EUMAM, que termina em 30 de junho de 2026, por pelo menos mais dois anos, ajustando o apoio às necessidades no terreno. Esta posição foi anunciada durante a 6.ª Cimeira Portugal–Moçambique, realizada no Porto.
Atualmente, a missão é chefiada por um oficial da Marinha portuguesa e conta com 83 militares de 12 países, mostrando o carácter internacional do apoio europeu.
Mais de 1.700 militares já receberam formação
Desde o início da missão, cerca de 1.700 militares moçambicanos já beneficiaram de formação europeia, incluindo comandos e fuzileiros que hoje participam diretamente nas operações contra o terrorismo.
A União Europeia lembra ainda que, em 2024, alargou o seu apoio, passando do simples treino militar para uma assistência mais completa, que inclui equipamentos não letais e formação de formadores, reforçando a autonomia e a sustentabilidade das FADM.
