Professor assassinado após denunciar corrupção continua sem subsídios: Estado ainda não paga família

 

Mocuba, Zambézia – 4 de janeiro de 2026 – Dois anos após o assassinato do professor Telvino Manuel Benedito, ocorrido em dezembro de 2023, familiares e colegas denunciam que a Direção Distrital de Educação da Zambézia ainda não efetuou o pagamento dos subsídios fúnebres e outros direitos pecuniários devidos à família. O caso continua a gerar indignação na comunidade educativa e na sociedade civil.

Professor ativo contra corrupção

Telvino Manuel Benedito destacou-se não apenas pelo trabalho docente, mas também pelo posicionamento firme contra irregularidades no setor público. Meses antes de ser assassinado, ele denunciou publicamente, incluindo em órgãos de comunicação social, esquemas de extorsão e descontos salariais ilegais que prejudicavam professores na região.

Segundo relatos, o docente teria sido atraído para um encontro relacionado às suas denúncias, onde foi vítima de emboscada e encontrado morto com sinais de violência, levantando suspeitas de retaliação direcionada.

Subisídios fúnebres não pagos e impunidade

Dois anos depois, familiares relatam a ausência de pagamento de subsídios fúnebres e outros direitos legais, situação vista como prolongamento do desrespeito ao professor. Paralelamente, as investigações do SERNIC não resultaram na responsabilização dos mandantes, reforçando o sentimento de impunidade na região.

“A falta de pagamento dos subsídios é um desrespeito à memória de um homem que morreu por defender a integridade da educação moçambicana”, afirmou, sob anonimato, um colega de trabalho.

O caso tem sido acompanhado por organizações de direitos humanos, como o Centro para Democracia e Direitos Humanos (CDD), que apelam à ação rápida das autoridades para garantir justiça e cumprimento dos direitos da família.

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