Pretória / Caracas – 4 de janeiro de 2026 – O governo da África do Sul solicitou com caráter de urgência ao Conselho de Segurança da ONU a convocação de uma reunião para debater o ataque militar dos Estados Unidos da América contra a Venezuela, que resultou na captura do Presidente Nicolás Maduro e de sua esposa.
Condenação ao uso da força unilateral
Em comunicado oficial, a África do Sul condenou a intervenção militar norte-americana, afirmando que a Carta das Nações Unidas não autoriza intervenções externas em assuntos de jurisdição interna de um Estado soberano.
“A história tem demonstrado repetidamente que invasões militares contra Estados soberanos geram apenas instabilidade e aprofundamento das crises. O uso unilateral e ilegal da força dessa natureza mina a estabilidade da ordem internacional e o princípio da igualdade entre as nações”, destacou o comunicado.
Contexto do ataque
O episódio representa uma escalada significativa da presença militar norte-americana na América Latina. A última intervenção direta dos EUA na região ocorreu em 1989, no Panamá, durante a captura do presidente Manuel Noriega sob acusações de narcotráfico.
Segundo autoridades americanas, o ataque à Venezuela teria como objetivo desarticular um suposto cartel venezuelano De Los Soles, liderado por Nicolás Maduro. Especialistas internacionais em narcotráfico questionam a existência do cartel, classificando as alegações como não comprovadas até o momento.
Repercussões diplomáticas
A iniciativa sul-africana evidencia a crescente preocupação da comunidade internacional com a estabilidade regional e o respeito à soberania dos Estados. O pedido de reunião na ONU é interpretado como um passo para avaliar respostas diplomáticas e medidas de contenção da crise, reforçando o papel da organização como mediadora em conflitos internacionais.
