Israel impede entrada de 37 ONGs humanitárias na Faixa de Gaza

 

O Governo de Israel confirmou a proibição do acesso à Faixa de Gaza de 37 organizações internacionais de ajuda humanitária, entre elas Médicos Sem Fronteiras, Cáritas, Oxfam e Acção Contra a Fome.

Segundo as autoridades israelitas, as organizações afectadas não cumpriram um novo processo obrigatório de registo, que exige a entrega de dados detalhados dos seus funcionários, alegadamente por razões de segurança e transparência.

Em comunicado, o Ministério da Diáspora e da Luta contra o Antissemitismo de Israel afirmou que as ONG que não obedeceram às novas regras terão as suas licenças suspensas, ficando impedidas de operar em Gaza.

🌍 ONG de 16 países afectadas

As 37 organizações são oriundas de 16 países, incluindo Espanha, França, Reino Unido, Estados Unidos, Suécia, Suíça, Japão, Canadá e Holanda. Muitas delas têm presença histórica em zonas de conflito e atuam no apoio médico, alimentar e social à população palestiniana.

❗ ONG israelitas condenam a decisão

A medida foi fortemente criticada por 18 organizações israelitas de direitos humanos, que consideram a decisão uma violação dos princípios humanitários, como a neutralidade e independência.

Segundo estas organizações, a proibição agrava a crise humanitária em Gaza, onde o acesso à ajuda já se encontra severamente limitado desde Outubro de 2023, apesar do cessar-fogo em vigor.

“Bloquear o trabalho das ONG coloca vidas em risco e compromete a ajuda vital às populações mais vulneráveis”, alertam.

⚠️ Ajuda humanitária cada vez mais limitada

As ONG denunciam que a ajuda essencial continua a ser atrasada ou recusada, tanto em Gaza como na Cisjordânia, onde a violência militar e de colonos israelitas atingiu níveis alarmantes.

As organizações recordam ainda que, segundo o direito internacional, Israel, enquanto potência ocupante, tem a obrigação legal de garantir assistência à população civil palestiniana.

📋 Novo registo gera polémica

O processo de registo, aprovado em Março de 2025, exige que as ONG forneçam informações sensíveis sobre os seus trabalhadores. O Governo israelita afirma que a medida visa impedir ligações com grupos terroristas.

No entanto, as ONG acusam Israel de condicionar a ajuda humanitária a alinhamentos políticos, penalizando organizações que defendem responsabilização legal ou criticam a actuação das forças de segurança israelitas.

“Garantir o acesso à ajuda humanitária é uma obrigação legal, não uma escolha política”, sublinham as ONG israelitas.

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