MAPUTO – Funcionários públicos de vários sectores em Moçambique voltaram a exigir ao Governo o pagamento das horas extras em atraso e do 13.º salário, alegando dificuldades financeiras e desvalorização do seu trabalho.
Segundo representantes sindicais, muitos trabalhadores continuam a cumprir jornadas prolongadas, incluindo fins de semana e feriados, sem receber qualquer compensação adicional. A situação afecta sobretudo profissionais da saúde, educação, segurança e serviços administrativos.
“Trabalhamos além do horário normal, mas o esforço não é reconhecido. As horas extras acumulam-se e não são pagas”, queixou-se um funcionário público ouvido pela nossa reportagem.
13.º salário continua incerto
Além das horas extras, o pagamento do 13.º salário continua a ser motivo de preocupação. Com o custo de vida cada vez mais elevado, os trabalhadores afirmam que o subsídio é essencial para fazer face às despesas básicas, especialmente no início do ano.
Sindicatos alertam que a falta de clareza por parte do Executivo está a gerar desmotivação, tensão laboral e ameaças de paralisações em alguns sectores estratégicos.
Governo ainda sem posição oficial
Até ao momento, o Governo não avançou com um calendário claro para o pagamento das horas extras nem do 13.º salário. Fontes oficiais limitam-se a referir constrangimentos financeiros e a necessidade de equilíbrio das contas públicas.
Entretanto, organizações laborais defendem que o Estado deve honrar os compromissos assumidos com os trabalhadores, lembrando que a prestação de serviços públicos depende directamente da motivação e estabilidade dos funcionários.
Caso não haja respostas concretas nos próximos dias, sindicatos admitem novas formas de pressão, incluindo greves e manifestações pacíficas.
