Três pessoas morrem afogadas na praia de Njalane, na Beira

 

Beira, Sofala – 5 de Janeiro de 2026 – Três pessoas perderam a vida por afogamento na tarde de domingo, na praia de Njalane, na cidade da Beira, província de Sofala. A informação foi confirmada pelo Comando Provincial da Polícia da República de Moçambique (PRM), que alerta que a zona onde ocorreu o incidente não é apropriada para banhistas.

Segundo a PRM, o grupo era composto por quatro pessoas que se encontravam num momento de lazer. Ao entrarem no mar, foram surpreendidas por uma onda de grande intensidade, que acabou por arrastar três delas, resultando em morte por afogamento.

“O grupo decidiu fazer-se ao mar numa área que não oferece condições de segurança. Devido à falta de habilidades de natação, foram surpreendidos por uma onda forte, da qual três acabaram por perder a vida”, explicou o porta-voz da PRM em Sofala, Dércio Chacate.

Sobrevivente fora de perigo

A quarta pessoa foi resgatada com vida e encaminhada ao Hospital Central da Beira, onde recebeu assistência médica. De acordo com a polícia, o seu estado de saúde é considerado estável.

“A vítima sobrevivente encontra-se em estado moderado, fora de perigo, e deverá receber alta médica nas próximas horas, regressando ao convívio familiar”, acrescentou o porta-voz.

Zona não recomendada para banhos

As autoridades reiteram que a área da praia de Njalane onde ocorreu o afogamento é destinada apenas à apanha de caranguejos, não sendo aconselhada para banhos devido às correntes marítimas e à ausência de condições de segurança.

Familiares das vítimas mortais reuniram-se após o incidente para apoio mútuo. Raúl Gonçalves, pai de uma das vítimas, relatou o impacto emocional da tragédia.

“Fomos informados mais tarde do que tinha acontecido. Inicialmente pensei que fosse um acidente de viação, mas depois soubemos que tinham entrado no mar e que três pessoas tinham morrido”, contou, visivelmente abalado.

Apelo à prudência

A PRM apela à população para que respeite as indicações de segurança e evite banhos em zonas não autorizadas, sobretudo durante o período chuvoso, em que o mar apresenta maior instabilidade.

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