Três menores morrem após circuncisão tradicional na Zambézia

 


Três menores, com idades entre 13 e 16 anos, perderam a vida após serem submetidos a uma circuncisão tradicional no distrito de Pebane, província da Zambézia. As vítimas pertenciam à mesma família, segundo confirmaram as autoridades locais.

De acordo com o administrador de Pebane, Cassimo Jamal, os adolescentes não recorreram a unidades sanitárias oficiais, tendo sido submetidos ao procedimento nas matas, através de métodos tradicionais, sem anestesia e sem qualquer acompanhamento médico.

“Minutos depois da circuncisão, os menores começaram a vomitar, apresentaram fraqueza extrema e o sangramento prolongou-se por dois dias consecutivos”, explicou Cassimo Jamal, em declarações ao Diário da Zambézia.

As autoridades sublinham que as famílias tinham a possibilidade de recorrer aos serviços formais de saúde, onde o procedimento é realizado com segurança. Neste momento, a Polícia encontra-se à procura do curandeiro responsável, que se encontra em fuga.

O caso reacende o debate sobre os riscos das circuncisões tradicionais realizadas sem supervisão médica, prática ainda comum em algumas comunidades, mas que pode resultar em complicações graves e até mortes evitáveis.

As autoridades apelam às comunidades para que optem pelos serviços de saúde oficiais, de modo a proteger a vida das crianças e adolescentes.

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