Os funcionários e agentes do Estado manifestam crescente preocupação com a falta de um posicionamento claro do Governo em relação ao pagamento do 13.º salário, num contexto em que o ano económico de 2025 já chegou ao fim.
A incerteza aumentou após a última terça-feira, 6 de janeiro, data em que normalmente o Conselho de Ministros se reúne para analisar assuntos de interesse nacional. Até ao momento, não há confirmação pública sobre a realização da reunião e, caso tenha ocorrido, nenhum comunicado oficial foi divulgado, contrariando a prática habitual e alimentando dúvidas entre os funcionários públicos.
O próprio Governo já reconheceu que ainda não existe uma decisão definida sobre o pagamento do 13.º salário. Em dezembro de 2025, a ministra das Finanças, Carla Loveira, indicou que o Executivo avaliava a sua capacidade de cumprir esta obrigação, tendo em conta a situação das contas públicas.
De acordo com a titular da pasta das Finanças, a decisão depende do encerramento do exercício económico e da análise detalhada das finanças do Estado, processo considerado essencial antes de qualquer anúncio oficial.
A ausência de esclarecimentos contrasta com a prática do antigo Presidente da República, Filipe Nyusi, que costumava abordar publicamente o tema no final do ano. O actual Chefe do Estado, Daniel Chapo, não fez referência ao assunto no seu mais recente pronunciamento à Nação, o que contribuiu para o aumento da apreensão no seio da função pública.
Enquanto o Governo mantém silêncio, milhares de funcionários públicos aguardam esclarecimentos sobre um direito que, em anos anteriores, tem sido considerado fundamental para o equilíbrio financeiro das famílias moçambicanas.
