Um caso trágico chocou a família de Mónica, de 22 anos, em Luanda. A jovem morreu na residência de uma amiga, mas foi enterrada sem o consentimento dos parentes, gerando questionamentos sobre os procedimentos do SIC e hospitais envolvidos.
O que aconteceu
Mónica saiu de casa dizendo que passaria 12 dias na residência de uma tia, mas acabou indo para a casa de uma amiga no KK 5000.
Segundo informações, ela e três amigas passaram mal após uma refeição (feijão com kizaca). Enquanto as outras foram socorridas, Mónica faleceu no local.
Versões contraditórias
As autoridades forneceram informações desencontradas:
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Esquadra: morte por intoxicação alimentar em residência privada;
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Comando do Kilamba: assassinato na via pública, com imagens mostrando ferimentos na testa e roupas ensanguentadas.
Enterro sem aviso
O corpo foi levado à Morgue Central de Luanda e enterrado três dias depois, sem que a família fosse avisada. Rodrigo Reis, pai da jovem, só soube da tragédia dois dias após o enterro, quando agentes do SIC entregaram os pertences da filha.
O caso levanta sérias dúvidas sobre a conduta das autoridades e a transparência nos procedimentos legais e hospitalares.
